Maiores que os sentimentos são as expectativas demasiadas em algo que nunca irá acontecer e quando percebemos isso nos encontramos no chão, destruídos, ou seja, no porão da casa do amor. Voar alto traz uma vista infinitamente melhor, mas precisamos saber que o tombo será grande. Sonhos com príncipe encantado, ilusões acalentadas, falsas promessas, falsas necessidades, carências e fantasias nos levam às experiências dolorosas e avassaladoras.
Mas a verdade é que o amor está dentro de nós, temos que tomar posse dele, nos amar, nos respeitar e nos valorizar. Aprendemos isso com o tempo, com os relacionamentos falidos, não é fácil, nunca será. Precisamos fazer a grande faxina emocional e espanar a poeira literalmente de tudo que não nos serve mais e nos livrar de padrões do tipo relacionar-se e ser magoado, ser magoado e recuar.
Iyanla Vanzant tenta nos mostrar em seu livro “Enquanto o amor não vem" exemplos de como agir em cada andar da casa do amor e ensina como nos preparar para experimentarmos o amor verdadeiro.
O que você faz enquanto o amor não vem?
Esse meio-tempo é indispensável para construirmos a auto-estima e a liberdade necessária para fazermos as escolhas capazes de nos trazer a felicidade, respeito e entusiasmo, sentir paixão por si e pela vida e assim experimentar o amor puro e incondicional.
Li e reli esse livro no momento em que me encontrava em grandes conflitos internos e ele me fez ter profundas reflexões e acreditar novamente nos meus princípios e na minha essência. Esse livro foi peça importante para a minha recuperação e indico para todos. A autora utiliza uma linguagem simples e didática em uma abordagem delicada, sensível e espiritualizada. Deixo aqui algumas frases do livro.
"Quando eu estava com meu amor dos treze anos, sentia como se pudesse voar! O erro foi acreditar que era ele que me fazia voar. Depois de muitas aterrissagens forçadas, percebi que voar era uma coisa que eu fazia sozinha, dentro de mim, quando era capaz de relaxar. "
"Levei trinta anos para perceber que o amor é uma experiência pessoal e interior de bem-estar total que não combinava com nenhuma das imagens que eu conhecera até então."
"O amor não machuca! Ele cura! O que machuca é o que fazemos ou deixamos de fazer em nome do que pensamos ser o amor.
Essas ações, ou a falta delas, são a origem dos tipos de comportamento passivo/agressivo que nos enlouquecem! E sabe do que mais? Esses comportamentos não têm nada a ver com o amor!"
Essas ações, ou a falta delas, são a origem dos tipos de comportamento passivo/agressivo que nos enlouquecem! E sabe do que mais? Esses comportamentos não têm nada a ver com o amor!"
"Queremos ficar bem, e achamos que precisamos de alguém para nos ajudar. Por isso, nos atiramos em um relacionamento atrás do outro. Mas o amor tem prioridades diferentes. O amor quer que fiquemos curados! Ele nos força a limpar, varrer e colocar para fora o lixo das dores, vergonhas e confusões passadas. Nossos relacionamentos sucessivos fazem parte do processo de cura e limpeza do amor porque servem como espelhos que refletem nossos problemas e nos ajudam a resolvê-los. E claro que não temos consciência disso. Então, nesse meio-tempo, enquanto o amor está tentando nos curar, tentamos nos esconder debaixo do tapete."
"Só poderemos ter um relacionamento honesto, honrado ou amoroso com nós mesmos ou com qualquer outra pessoa quando nos livrarmos das nossas questões de sobrevivência. Quando achamos que a outra pessoa é dona de um poder ou de alguma coisa essencial para a nossa sobrevivência, temos medo de dizer a verdade ou de expressar nossas emoções. Nosso amor-próprio e auto-estima ficam diminuídos, e negamos as reações e instintos normais da mente e do corpo. Quando acreditamos que temos que dar pedaços de nós mesmos para que não nos machuquem e possamos sobreviver, estamos tendo uma experiência de meio-tempo no porão da casa da vida. Morar aqui nos transforma em vítimas."
"No porão, temos pena de nós mesmos, ou fazemos beicinho e batemos o pé no chão. Queremos resolver o problema, mas a sensação é de termos perdido as rédeas de nossa própria vida. Outra pessoa está no comando.
Quando moramos no porão, choramos, reclamando de tudo. Só conseguimos ver as "coisas ruins" que aconteceriam se tentássemos mudar nossa situação. No que diz respeito aos relacionamentos, desistimos ou nos convencemos de que um pouco de relacionamento é melhor do que nada.Temos de pegar o que conseguirmos."
Quando moramos no porão, choramos, reclamando de tudo. Só conseguimos ver as "coisas ruins" que aconteceriam se tentássemos mudar nossa situação. No que diz respeito aos relacionamentos, desistimos ou nos convencemos de que um pouco de relacionamento é melhor do que nada.Temos de pegar o que conseguirmos."
"Algum dia você vai descobrir que o que estava pensando não funciona, que você estava apenas reagindo, se escondendo, tentando sobreviver. Lentamente, você vai descobrir que é possível viver melhor. Vai querer mudar suas condições de vida. A chave para isso é perceber que o seu objetivo não é mais sobreviver. Que você sobreviveu e que agora quer crescer. Florescer."
"O que está na nossa alma irá determinar as circunstâncias e experiências da nossa vida. Ou essas experiências irão curar-nos ou aleijarão nossa alma. Quando o amor e a disposição de mudança são acrescentadas à equação da vida, iremos, apesar de todas as escolhas e decisões erradas, ficar curados."
"Você é o amor que procura. Você é a companhia que deseja. Você é seu próprio complemento, sua própria integridade. Você é seu melhor amigo, seu confidente. "Você é", como a poetisa Audre Lourdes escreveu, "a pessoa por quem está procurando." Você é a única pessoa que pode fazer por você o que espera que outra pessoa faça. Se não se sentir bem com quem você é e com o que tem, como pode esperar receber coisa diferente?"
"Amor-próprio significa gastar um tempo para sorrir, ouvir e abraçar-se carinhosamente. Se não passarmos algum tempo fazendo isso, aquilo que procuramos e esperamos conseguir nos relacionamentos continuará a escapar de nós."
"Quando esquecemos que Deus nos ama, saímos à procura de um amante humano que preencha nossa necessidade de sermos amados."
"Quando somos dignos de ser amados, não é preciso fazer nada. Apenas ser.
O caminho para esta percepção é o desapego. Desapegue-se de todas as condições que você se impôs. Não há nada que você tenha que fazer. Não há nada que você tenha que ser. Qualquer coisa que você ache que tenha que ser, fazer ou ter para merecer o amor é como um círculo de sujeira na
banheira - deve ser removido."
O caminho para esta percepção é o desapego. Desapegue-se de todas as condições que você se impôs. Não há nada que você tenha que fazer. Não há nada que você tenha que ser. Qualquer coisa que você ache que tenha que ser, fazer ou ter para merecer o amor é como um círculo de sujeira na
banheira - deve ser removido."
"Quanto mais amor dermos, mais amor iremos receber. Nem sempre parece ser assim, mas é a mais absoluta verdade. Pode ser que você não o receba daqueles para quem você dá — mas saiba, tenha certeza de que você irá receber amor. O amor sempre volta para aqueles que o dão livre e corajosamente, sem condições ou expectativas."
"O valor e o mérito que você se dá irão determinar as pessoas que irá atrair."
Enquanto o amor não vem
Em busca de si e do amor que se deseja
Vanzant, Iyanla
Editora: Sextante/Gmt
Ctegorias: Autoajuda/ Espiritualidade/ Relações Interpessoais
Número de páginas: 272

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