O sofrimento em
algum momento estará presente em nossa existência e são causados por vários
motivos, como a perda de um ente querido, motivos financeiros, motivos de
doença, amor não correspondido, etc. Vivemos em uma sociedade em que somos
cobrados e precisamos atingir um padrão
de perfeição. Nunca há espaço para o sofrimento e com isso acabamos varrendo
para debaixo do tapete muitos problemas fazendo com que o sofrimento continue
ali dentro de nós.
Diante do
sofrimento temos duas escolhas a fazer: Acomodar ou lutar.
Muitas pessoas
se entregam, aceitam e acostumam com o sofrimento. Viver uma vida inteira infeliz,
sem fé, sem esperança e sem coragem para tentar mudar e recomeçar não é a
melhor saída. O comodismo diante do sofrimento pode nos levar a ter depressão,
nos tornando uma pessoa fraca e frágil para lidarmos com as situações difíceis e também nos faz sentirmos fracassados na vida.
Não é fácil
recomeçar diante da dor, mas é preciso encarar e aceitar o sofrimento como algo
natural e humano. Ninguém quer sofrer, é mais fácil fugir e ignorar do que
encarar com serenidade e confiança. Nem sempre as oportunidades chegam até nós,
precisamos correr atrás dela e não ficar esperando. Quando não encontramos,
precisamos criar uma nova oportunidade. Muitas vezes o sofrimento existe por
estarmos acomodados demais. Todos nós temos um espírito de luta, de conquista e
ousadia guardadas, uma força íntima e misteriosa e precisamos acordar isso e
fazer do sofrimento um aprendizado e crescimento.
Sempre temos alguma
coisa para aprendermos com ele. Além de nos proporcionar mudanças, crescimento
e a valorização da nossa existência .
“Um corpo estranho penetra na
concha, ferindo-a. A areia áspera machuca sua carne. A concha sofre. A concha
tenta expelir o intruso e fracassa. O grão de areia fixou-se. A dor não pode
ser eliminada. Então o animal, a partir do âmago da sua natureza, busca a força
para transformar o sofrimento em triunfo. Do sofrimento e da aflição, da seiva
de suas lágrimas, surge, em longos processos de crescimento interior, a
pérola.”
Elisabeth S. Lukas

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